quarta-feira, 24 de junho de 2015

de carona com Tarantino

Tirando a poeira do blog pra dividir com vocês essa compilação maravilhosa das cenas com carros nos filmes do Tarantino. Coisa linda de viver!

domingo, 23 de junho de 2013

festa na democracia

“- Olha que lindo o povo em cima do Palácio do Planalto... Chega a arrepiar... Acho que dessa vez o país muda.
- Será?
- ah, muda sim. A população está engajada, indo às ruas, cansou dessa roubalheira, cansou do jeitinho, cansou da corrupção... Acho que dessa vez vai.”

Confesso que fui iludida pelos primeiros dias de manifestação, confesso até que ainda acho possível mudar, mas não acho que conseguiremos com esses aí, que estão na rua hoje. Não com esse movimento que esta aí agora. Restou do movimento o número, mas não se criou nenhuma proposta. Continua o rebanho. É tudo rebanho, assim como antes, e todo rebanho é burro, mesmo que caminhando na direção "certa". Continua sendo rebanho.
Confesso que por motivos "trabalhísticos" e burocráticos não fui aos protestos iniciais, e pretendia comparecer no protesto do último sábado, mas dois dias antes os planos começaram a mudar e, na sexta, definitivamente se extinguiram. A imprensa abraçou o movimento. A Globo abraçou o movimento.
Empresários patrocinando projeções revolucionárias.
                É a direita se apropriando de um movimento popular e em teoria apartidário. É a mídia, que negava o movimento até alguns sóis atrás, se apropriando de suas "intenções" quando percebe a possibilidade de gerar mídia negativa contra o governo vigente, “esquerdista”. É a "eventização" de um protesto que começou legitimo, e que deixou de o ser, pelo visto, logo no primeiro par de dias.

“- Tô meio tensa com esses rumos...
- Te avisei. O negócio sempre foi postar foto no Face, pagar de engajado e rebelde político, quando não se sabe nem diferenciar lados, e dizer para os filhos que esteve lá na “Revolução dos vinte centavos”.
- Fodeu, virou micareta.”

E é aí que o movimento fica raso.
Vazio.
A declaração da Presidente foi vaga? Pode ter sido. O que o deixa em perfeita sintonia com o movimento e protestos: vago.
Tem gente na rua que não faz ideia do que faz ali. E isso é rebanho. E todo rebanho é burro, mesmo que protestando. Povo acostumado com a vida de gado desaprende a pensar.
Rebanho faz número, e número não faz revolução.
Número só faz quantidade.
E quantidade burra aceita direita conservadora extrema. Quantidade aceitou Napoleão, Hitler, Mussolini...
Quantidade não vende proposta concreta, vende falta de direção e afobamento. Afobamento vende afogamento. Afogamento vende golpe.

“- Acho que tá na hora de voltar pra casa...
- E parar com o concurso de cartazes criativos.
- Ah, mas até que tinham uns pertinentes... Tipo aquele que escreveu em papelão porque o sulfit tava caro. Tava reclamando do preço dos materiais para criação. Tá caro mesmo, tá ficando caro ilustrar... Fazer cartaz então, coitados...

- Que redijam propostas concretas em folha A4 que essa ainda dá pra pagar.”

segunda-feira, 17 de junho de 2013

o pouco que dá pra vomitar:

  Eu queria ter uma dúzia de parágrafos para dissertar liricamente sobre o despertar dessa acomodada nação. Mas imagem e som de uma policial militar gritando "Tá maluca, porra?" coloca por terra qualquer pretensão. É tosco. 
    É tosca uma Polícia Militar que combate com cassetetes, escudos e balas de borracha um protestante isolado, em pé, armado com uma mochila e braços para o alto. É tosca uma Policial Militar que esbraveja suas poucas e incultas sílabas à torto e direito para cidadãos armados com nada mais que vinagre e trechos do Hino Nacional.
    É tosco um Estado que aceite e prepare essa tosca Polícia. É tosco um Estado que corrobore ações vis com silêncio. 
    É tosco um site de moda que dá dicas sobre "o que usar" em seu protesto. É tosca a carnavalização de um dos momentos mais importantes da futura história recente do país.
São toscos os protestantes que depredam o patrimônio público, são também toscos aqueles que só protestam para postar fotos em mídias sociais, com um poético "paz e amor" representado nos dedos, afinal, ser rebelde é "hype". 
    São toscos os que acham que um rapaz tenta parar uma tropa de choque apenas por 0,20c. São toscos os que acham que classe média não tem direito a protesto. São mais toscos os classe média que acham que a classe trabalhadora deva "parar de comprar celular e tênis da moda, e pagar os 20 centavos sem reclamar". 
    São toscos os pais que seguram os filhos. São toscos os jornalistas que se omitem. São toscos os jornalistas, cronistas e estudiosos que generalizam o momento como "baderna".
    Um país tosco, inteiramente tosco, é o que é. 
    Linda e polida que deveria ser, democracia tosca e vã. 
    
   Mas não são toscos os jovens que dignamente saíram do sofá. Não são toscos os classe média que protestam com empenho e respeito. São nada toscos os policiais que fazem seu trabalho de forma correta, coesa. São nem um pouco toscos os profissionais de mídia que buscam imagens e verdades. 
   Um país em salvação, ainda que tardia.
   Um país que sai da inércia, uma população que busca fazer seu caminho. 
   Democracia. 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Diário de Bordo - Argentina

Ron Groo bem disse nos comentários da semana passada: "esse Citroen é o Fusca francês, né?". É, Groo, sem a menor sombra de dúvida. Os carrinhos 2 e 3CV, estão espalhados pelo mundo, não em número tão grande quanto o alemão, mas em número satisfatório pra presentear nossos olhos com agradáveis surpresas. Continuo fã convicta do Fusca, mas como negar a graça dos Citroen? 
Essa foto foi enviada por Felipe Vargas, amigo que divide comigo a paixão por carros antigos (um dia, sem sombra de dúvida, vou fazer um post sobre a garagem dele e do pai). A foto? Foi "lá pelas bandas de Buenos Aires", numa viagem de carro que ele fez com amigos que também moram por lá. 
Invejei a viagem, mas ganhei a foto de presente =).


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Fifty



Nem sou muito fã de esportivos, mas devemos dar mérito a quem o tem. O que o tem, nesse caso.
Esse ano, especificamente em maio, a Lamborghini completa 50 anos de história, uma história cheia de excelência em fazer aquilo que se propõe.
Pra comemorar esse meio século, a empresa convocou alguns proprietários e promoverá um encontro, onde juntos, irão percorrer cerca de 1.200km, com destino a fábrica, em Sant'Agata Bolognese.
O mais incrível - além desse "passeio", é claro - é o vídeo-teaser que publicaram para divulgar o aniversário. O vídeo conta esses 50 anos em pouco mais de um minuto, em belíssimas imagens. Delícia, de verdade.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Pizza Ambulante

Se existe um grupo de alimentos com o qual eu sou enjoada quanto aos pratos, é o das massas. Família italiana, eu não faço ideia de como nasci com aversão à lasagna, rondelli, gnocchi e tantos outros pratos típicos. Reuniões de família são sempre um pesadelo pra mim. Mas das massas, eu tenho paixão por spaghetti, e principalmente pizza.
                Imagine conciliar o prazer do “turismo gastronômico”, pizzas, e um itinerário diferente todo dia? Pois foi isso o que fez Jon Darsky, dono da “Del Popolo”, uma pizzeria, à lenha, montada dentro de um velho container que ganhou rodas. O resultado, esteticamente, é incrível. Jon tomou a decisão de colocar um forno à lenha sobre rodas, após ter dificuldades para achar um lugar bacana para montar seu próprio restaurante, depois de algum tempo como cheff contratado.
                A pizzaria circula por São Francisco – e nem é uma ideia difícil de repetir -, e você pode conferir os destinos semanais no twitter do restaurante. E o serviço nem é caro. 10 dólares por uma margherita (meu sabor preferido, depois de pepperoni), que facilmente custaria mais no Brasil. Darsky diz que a ideia é mesmo fazer pizza para todos. 










sources: Yatzer



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

We all know the story...




Alemão, talentoso, melhor carro do grid... 
Mais um incrível e feliz destino.
 Esses cara são tudo sortudo.  

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

I'm back, baby!


Primeiro de Novembro, não falta muito do ano, nem é primeiro de Abril, mas sim: estou de volta!
O ano foi corrido. Muito. Um ano excelente.
Dei alguns passos largos à frente, dois ou três bem curtinhos pra trás, e o saldo foi largamente positivo. Um ano vivido intensamente. Posso dizer que 2012, por um bom período, será o melhor ano da minha vida. Nem tenho tanta vida assim, eu sei, e espero eu que tenha muitos “melhores anos da minha vida” para chamar de meus.
E aí que um pouco da correria passou, que eu já tenho tempo para respirar, e, portanto, tempo para o blog! Não volto por obrigação, não não. É que isso aqui é legal pra danar, minha gente!
Vinha sendo um ano bom para o blog, inclusive. Muitos leitores novos, mais uma indicação para o topblog, convites, até que eu tive que parar. E se as coisas não deram pra trás, que estacionaram eu sei.
Mas foda-se.
Eu curto fazer isso aqui, e quem curte voltará a visitar, eu tenho certeza. Sou capaz de apostar em umas duas dúzias de fiéis seguidores que voltarão a aparecer por aqui, diariamente. E é por isso que isto aqui é tão legal.

F1? Ó, queridos, quem sou eu. Pasmem-se: se eu assisti duas ou três corridas esse ano, foi coisa demais. No começo foi estranho, sentia falta, acessos de raiva, humor trepidante... Depois acostumei. Ora, eu escolhi outra profissão, e não posso deixar um hobby atrapalhar uma profissão tão querida, não é?
Mas a gente dá um jeito quando pode.
E agora já pode de novo.
Por ter acompanhado tão pouco do campeonato, aviso que pouco será dito, até 2013, sobre Fórmula 1. Não quero ser leviana, por mais que o seja frequentemente ao normal.

Ah, sim, layout novo! Eu sei eu sei, “aquele desenho ficou pouco tempo ali em cima, boa parte do tempo, o blog nem funcionou”...
Tô ligada mano.
Mas estava enfeitado demais, pesado demais, e ocupando mais espaço do que o próprio blog no olho docês. Pelo menos no meu, estava.
E o blog volta diferente, não só no visual. Gosto de carros, e de música, e fotos, e filmes...  Assuntos que ficarão mais recorrentes por aqui. Ah, velho, falar de F1 é legal mas, foi-se o tempo em que dava pra viver só disso.

A verdade é que provavelmente eu não saiba nem escrever mais.

E por hora é só. Amanhã (ou depois) eu volto, no mesmo batlocal. A hora eu não sei. 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Trem Bão


        Sem rodeios, vamos ao que importa. 
       No último dia 20 assinei, junto a Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, um contrato que me faz professora da instituição. Sim, isso, sou professora da UFJF. Os que me conhecem sabem que nesta data, então, cheguei a mais um daqueles pontos em que posso dizer "conquistei mais um objetivo". 
        Lógico que ainda falta muita coisa. 
        Falta ser uma acadêmica reconhecida, escrever um livro (quem sabe), fazer com que meus "serviços" intelectuais sejam úteis, de alguma forma, à sociedade acadêmica etc e tal... Mas isso é outro papo, pra outra hora e lugar. 
        Acontece, que já comecei a dar aulas (em uma turma quase em sua totalidade mais velha que eu - scaring) e, com isso, tempo que se vai. Não que não fizesse isso antes, mas o momento é de extrema dedicação ao profissional. Fora o meio docente, tenho também precisado de mais tempo para produção de figurinos, que é o que realmente me encanta. A leitura tridimensional dos roteiros, os discursos mais diretos e breves de qualquer história contada (em breve nas salas de exibição perto de você). Aí então que, mesmo sem saber pra quem escrevo e se alguém realmente se importa, o blog ficará em segundo plano. 
          É foda, eu sei. 
         Apesar de me proporcionar imenso prazer, esse espaço não consiste minha profissão, e a prioridade precisa ser dada. Não dá para seguir fazendo tudo ao mesmo tempo, procurando "abraçar o mundo", ao chegar na fase literalmente adulta dessa vida. 
         Isso não é um adeus, tão menos um até logo, é apenas uma satisfação. 
        Com esse tempo pouco, pode ser que o blog fique esquecido por alguns dias. Semanas, quem sabe.
        Pode ser que não mais fale com freqüência de Fórmula 1, por sempre exigir textos com prazo de validade. Pode ser que eu escreva mais. Pode ser um monte de coisa, mas é bem provável que seja inconstante. Por isso, avisados, não se assustem. Paciência é uma qualidade querida. 
          No mais, falta pouca coisa para que minha lista de objetivos - a qual escrevi aos 10/11 anos, num garrancho quase indecifrável  - seja cumprida por completo. Um Karmann Ghia azul polar, um Niva (nessa lista descrito como "aquele jipe bonito que vi na rua") amarelo, um sebo ("uma loja de livro velho") e escrever um livro de ficção (oi?). Fiz adendos durante a vida, em letra ainda mais feia. Alguns dizem que devo ir até Buenos Aires com o Fusca Zé, visitar a Índia, ir a cada canto da Europa oriental e ao Japão, fazer um curso de psicologia por curtição, um TL branco e uma Kombi colorida, plantar uma arvore...

terça-feira, 8 de maio de 2012

Por um trânsito mais colorido (e mais charmoso)





Na última foto, o Rolls Royce 1974 de Andy Warhol. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Diário de Bordo

     Essa semana as fotos são da - já quase colaboradora oficial - Mariana Medeiros, tiradas na última viagem da tchurma. Buenos Aires não precisa de muita apresentação.
     Mariana é a Fotógrafa oficial da galera e os motivos, acredito, vocês entenderão a seguir:












 Brigada, Ma!


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Falando de Futebol...


 


        - Eugênia, prestenção nesse jogo!
        - Não quero, só vejo jogo do Fluminense. Não gosto de ver sem torcer pra ninguém.

        Eu gosto de futebol, e gosto muito. Meu problema com o futebol é que eu gosto muito mais do que entendo. Não sei a escalação da seleção de não sei que ano. Eu só sei que em 1952 meu avô jogou no  Atlético mineiro e que um pouco antes disso, era a estrela do Bangu.  Não sei todas as regras, e por mais que eu conheça todo o discurso do que raios é um impedimento, eu só consigo identifica-lo quando o Arnaldo me conta. 
       Pênalti eu sei quando é.
       Faltas também, ainda que ache que alguns empurrões deveriam ser permitidos. Gente fresca. Mas eu to lá, na frente da TV, todo jogo do Fluminense. Ou do Cruzeiro. Ou do Tupi. 
       Meu avô me fez passar muitos fins de semana nessa vida assistindo futebol. Dos times “do estrangeiro”, como ele diria, devia torcer pelo Barça. Descendente de catalão, ele odeia o Real Madrid. Não sou muito de torcer, porque odeio perder. Do tipo que quando perco, fico de mau humor no fim do jogo, xingo o juiz, a mãe do juiz, a mãe de todo mundo. 
      Eu só torço pro Fluminense. E pro Tupi. E desde 2009, pelo Chelsea.
     Quando morei em Londres, tinha um “amigo” que era Chelsea doente. Morávamos a dois quarteirões da sede do Chelsea, lá no bairro Fulham.  E por vários outros motivos passei a acompanhar os jogos do time, em vários pubs abarrotados de gente. Uma gente apaixonada e amedrontadora, preciso dizer. Eles ficam bravos quando perdem um gol. Mais bravos do que eu. 
      Aprendi a curtir quase tudo o que é inglês, logo, aprendi a curtir o Chelsea.
     Aí fiquei sabendo que depois da maravilha de jogo que Barcelona e Chelsea protagonizaram na sessão da tarde, alguns dias atrás, a Globo repetiria a dose... Certeza que acompanharia de novo.
      E o jogo foi do Chelsea, maravilha.
     
     Sentada do meu lado, com a cabeça no meu ombro, minha irmã caçula jogava um daqueles vídeo games portáteis, e eu fui obrigada a desliga-lo, ordenando que prestasse atenção no jogão que viria pela frente. Sem essa porcaria de “futebol arte”. Era um grande jogo, sem dúvida, fosse artístico ou não.

       - Eugênia, você sabe quem é esse Messi?
       - Não é aquele que joga melhor que o Neymar?
      - Isso mesmo. Tá vendo como o jogo tá bom. Ó, esse Daniel Alves é brasileiro. Caramba, Barcelona joga muito.
       - Duh, eu sei que o Daniel Alves é brasileiro... Didi, pra que time cê tá torcendo?
        - Ai, Gena... o Barcelona joga muito, mas eu simpatizo mesmo é com o Chelsea.
        - Então tá decidido, to torcendo pro Barcelona.

         E ela levantou da cama nos dois gols do Barcelona, e me mandou parar de gritar com o primeiro gol do Chelsea. Quando eu disse que o gol foi do Ramirez, que também era brasileiro, ela perguntou por que é que ele não jogava na seleção. Coitada, não pude dar respostas...
         Terry saiu e eu xinguei. Idiota.
         Geninha perguntou se ainda dava pro Chelsea, eu disse que não.

         - Ganhar do Barcelona já é difícil, imagina ganhar do Barcelona com um a menos. Impossível Manolo, impossível.
        - Tá, já entendi que o Barcelona joga muito.

        Aqueles que procuravam por “futebol arte”, talvez tenham perdido um precioso tempo na tarde de terça. O segundo tempo, jogado inteiramente no campo do time inglês, foi uma chuva de tentativas frustradas de encontrar o espaço atrás de Cech. Cech (gracinha), por sinal, que foi brilhante durante todo o jogo. Assim como Meireles, Drogba, sem esquecer Ramirez, é claro. Todo o time inglês esteve brilhante. Não por jogar muito, mas por jogar com muita, muita vontade. Nunca vi um time segurar tanto gol. Tava lindo de ver.
        Com a entrada de Torres, alguns trataram di Matteo como louco. 
        Eu não, não entendo nada de futebol mesmo. 
      Mas eu sabia que Torres sabia correr, mesmo sem saber marcar adversários. O que não diminuiu a felicidade ao ver o incrível gol que o espanhol marcou. Coisa linda.

        -Pô, Didi, que gol maneiro!
       - Ué, cê num tava torcendo pro Barcelona?
       - Eu tava... Mas esse gol foi bonito pra caralho, até a Meleca (a poodle) curtiu.
       - Olha a boca, menina!

     E quando o jogo acabou eu me lembrei de quando era nova, e via o Fluminense perder. É que a sensação de ontem foi pura demais, forte demais, só me lembrou das derrotas do Fluminense. Um futebol que sem categoria exacerbada, encheu a TV. E encheu a tarde de quem o assistiu. Um jogo cheio de haters gritando no twitter. Um jogo que, mesmo que por alguns lances, fez uma criança viciada em joguinhos largar o aparelho modernoso.
      Um jogo ganho pelo menor time, que derrubou um mito, e conquistou mais uma fã. 
      Geninha, a caçula, jamais torcerá pelo Barcelona outra vez.

Little Printer

Se teria mesmo utilidade, eu não sei. 
Mas que eu quero uma, disso eu tenho CERTEZA

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Velharia

     Acho que já postei por aqui sobre o blog "Maria do Resguardo", não?
     Bem, em dúvida, é um blog mantido por algum cidadão apaixonado por Juiz de Fora, que pesquisa fotos da antiga JF, a Manchester mineira. 
     As fotos são muito legais e, volta e meia, me perco por horas identificando as ruas e avenidas e suas alturas exatas. Aí que eu achei essa, dias atrás, do coração da cidade. 

    O "Parque Halfed" é uma praça grande, bem grande, no centro comercial e cultural da cidade. É mesmo o coração. A poucos metros dali fica o Cine Teatro Central, que também já esteve por aqui no blog, e essa avenida a frente da praça, a Avenida Rio Branco, foi, até alguns meses atrás, a maior avenida em linha reta da América Latina. Logo em frente a esse cruzamento, fica hoje um dos prédios mais belos de Juiz de Fora, obra de Oscar Niemeyer. A prefeitura até dois anos ficava onde o fotógrafo se pôs de pé. E dá pra citar muito mais. É mesmo um dos quarteirões mais importantes da cidade. 


A foto linda é de 1963 (e tem muito dos lindos exemplares dos carros de verdade que circulavam em JF). 

      
     Quer ver como JF é linda, de verdade? Dá só uma olhada nesse flickr e entenderá meu amor pela cidadela metida a metrópole. 

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